Bem... Sai de Brasília 10:30. Comprei as passagens pela Tam. O checkin e tudo mais no aeroporto foi tranquilo. Fui de classe executiva. As poltronas eram bem confortáveis. Cada uma tinha um sistema de entretenimento com filmes, series e música. Às 11:40 foi servido almoço: lasanha, salada, bebida e uma sobremesa de maracujá. Estava tudo gostoso. Depois serviram café e chocolate. Tudo muito simpático.
Desci em Miami onde pegaria o vôo da Delta. Segui o fluxo das dezenas de pessoas que desceram no meu vôo rumo ao balcão da imigração. Estava tensa... vai que esse cara implica comigo... tinha na ponta da língua todas as respostas para as perguntas clássicas e todos os documentos comprovando tudo.Quando chegou minha vez, a primeira coisa que ele me perguntou foi como eu estava. Como assim? Pra quê quer saber isso? Travei. Ele abriu um sorriso e repetiu. Relaxei e a conversa fluiu. Ele me perguntou para onde estava indo e o que iria fazer. Respondi que iria visitar uma amiga no KY e depois iria para um congresso em Nova Orleans. Ele me perguntou se eu era estudante e de que. Respondi tudo e ele carimbou meu papel e me liberou. Puxa, saí de lá me sentindo uma vitoriosa. Me virei na imigração sozinha =D
Depois que peguei minha mala e saí da área da imigração, aí sim me senti perdida... Não pelo aeroporto grande, mas porque depois de 8 horas de vôo totalmente incomunicáveis, cheguei lá e continuava incomunicável. Deixei para trocar meus reais por dólares só no aeroporto de Miami, para fugir do IOF. Quando cheguei na para perguntar quanto estava o dólar, decepção total. Dólar a R$3,66. Fiquei chateada... queria falar com a Kathleen para saber quanto estava o dólar em Lexigton, queria falar com o Magno mas não conseguia falar com ninguém. Estava completamente incomunicável, sozinha e frustada...
Respirei, me conformei e fui procurar meu portão de embarque. Decidi deixar para trocar o dinheiro em Lexington. Já havia feito o check-in pela internet na noite anterior, mas no bilhete não havia ainda definição de portão. Fui até o balcão da Delta, reimprimi meu bilhete e me dirigi ao portão.
Lá eu tive que passar pelo raio X. Desta vez não despachei as malas porque meu vôo da Delta não incluía bagagem despachada e cada mala custaria 50 dólares. A fila para o Raio X estava enorme, lá um oficial inspecionando as mãos das pessoas explosivos...
Coloquei minha mala no Raio X e tcharammm: Apitou. Uma oficial muito simpática me pediu para abrir a mala. Fui destravar para ela, começamos a conversar e o problema era um presente que eu estava levando para a Kathleen: um sabonete líquido e um hidratante de frutas tropicais da natura. O limite para carregar líquidos é de 100mL. Eu sabia disso mas pensei que fosse só para voo internacional. Ela me perguntou de onde eu era, o que era... Expliquei que era um presente para uma amiga... Ela então me mandou voltar e despachar. Lembrei dos 50 dólares, e da fila enorme que teria que pegar novamente. Então falei pra ela simplesmente ficar pra ela (neste momento ela já estava cheirando os frascos). Ela ficou super contente e eu segui em frente.
Achei o portão e fiquei esperando. Observando as pessoas tão diferentes que haviam ali. Tinha um senhor negro de barbas brancas, tão caricato... e ele estava lendo um jornal antigo, amarelado. O jornal era de 1998... fiquei intrigada...
Entro no avião, nova decepção, não tinha internet no voo. Sentei na poltrona, o avião decolou e eu dormi.
Acordei já na hora da aterrissagem. O avião pousou e passou uma eternidade para descermos. E eu ansiosa ainda... porque ainda não tinha conseguido mandar notícias pra ninguém.
Quando desci em Atlanta... uau... o aeroporto é enorme. Meu portão já estava escrito no bilhete, então fui seguindo as placas, até uma que dizia: Portão I - a pé siga em frente, para o metro, siga a esquerda. Como assim metrô? Vou ter que sair do aeroporto para encontrar esse bendito portão? Mas como estava em cima da hora do embarque resolvi ir de metrô. Quando fui caminhando para a porta automática... eis que abre a porta do metrô! Sim, o metrô dentro do aeroporto. Coisa mais surreal!! Meu portão ficava a 4 estações de onde eu estava. Percebi o qual excelente foi a ideia de pegar o metrô. Desci e ainda tive que andar muito para chegar ao portão. Fui a última a embarcar.
No terceiro voo, huhuhuhu, temos internet. 2,50 dólares meia hora. Para quem estava desesperada como eu, fiquei muito feliz. Passei o voo falando com o Magno (thank's God) e o avião pousou antes da minha meia hora de internet acabar (raiva).
O aeroporto de Lexington é bem bonito. Tudo bem ao estilo da cidade, com belos tapetes, peças de madeira e pinturas e esculturas de cavalos por todos os lados.
Ao sair do desembarque, encontrei a Kathleen. Foi muito emocionante encontrá-la. Ela é um amor de pessoa. Em alguns minutos já estava me sentindo a vontade em conversar com ela (apesar dos meus muitos lapsos no idioma).
Chegamos na casa dela, todos estavam dormindo. Ela me serviu Bagels com cream cheese e leite. hum... depois claro, desmaiei na cama.

